LOGA-EA…uma reflexão para educação.

Música e Desenvolvimento

 SIMI – Sensibilização e Iniciação Musical Infantil

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O projeto de Sensibilização Musical Infantil atua com os processos didáticos de atividades e brincadeiras educativas dirigidas para o desenvolvimento humano cognitivo, disciplinar, perceptivo, psicomotor e psicoemocional dos participantes; tendo como eixo a arte, neuroeducação e a música.

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“(…) deixe-me fazer música para uma nação e qualquer um poderá elaborar suas leis.”                                                                                                                                                        Goethe

 A linguagem deste projeto é transdisciplinar por transitar em diversos âmbitos dos processos de desenvolvimento humano e aprendizagem; multidisciplinar, pois atua intrinsecamente nos processos neurolinguísticos, cognitivos, neurológicos e psicomotores além de integrar a equilibração psíquica e emocional de cada envolvido seja em grupo ou individualmente.

Promove o reconhecimento da sua individuação, relação inconsciente e consciente, a integração ao universo externo através da ponte da improvisação e criatividade, elementos fundamentais para o desenvolvimento dos processos exploratórios, desafios e aplicabilidades do compartilhar e confiar para viver e enfrentar cotidianamente o mundo.

A música tem propriedades que nos permitem mergulhar em um aglomerado de sensações e emoções que nos transportam de um lado ao outro do corpo, cérebro ou se permitirmos do universo. Dos multiversos culturais. A música concentra, educa, cura, relaxa, disciplina, socializa, alegra; reflete a qualidade social, econômica e cultural de um povo; a música sensibiliza; a boa música faz bem. O corpo deve ser musical, o corpo musical é um corpo equilibrado, saudável. Uma mente musical é saudável.

“(…) na verdade, ouvir é uma atividade do silêncio, uma vivência da concentração, um abandono de si e gesto puro de entrega; portanto, seria necessário silenciar-se e concentrar-se, abandonar seu ego e se entregar para saber ouvir: e quem de nós está tão pronto?”                                                                                                                        Rolf Geelewski

Movimentos correntes de trabalhos com a música:

  • desenvolver a sensibilidade artística como proposta integradora que permeie a formação da criança, seu desenvolvimento pessoal, humano e social;
  • propiciar à criança a possibilidade de formas diversas de expressão interligadas pela linguagem musical – vocal, corporal, instrumental e do imaginário – no intuito de desenvolver faculdades latentes ou já manifestas de seu potencial humano, tais e quais, concentração, atenção, percepção, integração ao grupo, disciplina, entre outros;

“É preciso entender que a música tem de ser um meio de desenvolver a personalidade.”                                                                                                      H. J. Koellreutter

  • desenvolver qualidades especificamente musicais importantes para o desenvolvimento global da criança: percepção auditiva (melódica harmônica e do ambiente circundante); percepção dos parâmetros musicais (timbre, altura, intensidade e duração); uso da voz, afinação; senso rítmico, habilidade motora; percepção de formas musicais primárias, percepção temporal e espacial, entre outras;
  • propiciar o conhecimento de manifestações musicais importantes do patrimônio da humanidade: música clássica ocidental, folclórica, músicas tradicionais, étnicas, entre outras;

“(…) a complexidade é efetivamente o tecido de acontecimentos, ações, interações, retroações, determinações, acasos, que constituem o nosso mundo fenomenal.”                                                                                                                                Edgar Morin

A música promove desenvolvimento e afeta facetas do ser humano, e em função da grande diversidade de suas aplicações a música pode ser utilizada para se obter um grande espectro de mudanças nos processos do desenvolvimento humano. As áreas abaixo relacionadas são as mais frequentemente visadas como alvos de mudanças (Bruscia, 2000):

  • FISIOLOGIA: cardíaca, pressão arterial, respiração, resposta galvânica da pele, dilatação da pupila, ondas cerebrais, respostas musculares, eletromiografia, motibilidade gástrica, temperatura, níveis hormonais, secreções glandulares, funções neurológicas, respostas de imunidade, estrutura vibratória dos órgãos.
  • PSICOFISIOLÓGICA: dor, níveis de lucidez, níveis de consciência, estado de tensão ou relaxamento, nível de energia ou fadiga, biofeedback, imagem do corpo e de suas funções.
  • DESENVOLVIMENTO SENSÓRIO-MOTOR: respostas reflexas e sua coordenação, esquemas sensório-motor (controle, integração e internalização de funções sinestésicas, táteis, auditivas e visuais), coordenação motora grossa e fina.
  • PERCEPÇÃO: apreensão das relações de figura-fundo, parte-todo, igual-diferente; discriminação das diferenças: conservação da semelhança.
  • COGNIÇÃO: amplitude, profundidade e duração da atenção; retenção de curto e longo prazos; habilidades de aprendizagem; nível de conhecimento; padrões e processos do pensamento, atitudes, estilo cognitivo de crenças, constructos.
  • COMPORTAMENTOS: padrões, nível de atividade, eficiência, reforços contingenciais, produtividade no trabalho, segurança, moral.
  • MÚSICA: preferências, técnica e extensão vocal, técnica instrumental, hábitos de prática, repertório, habilidade para tocar em conjunto, tendências rítmicas, melódicas e formais quando executando, improvisação ou compondo.
  • EMOÇÕES: extensão, variabilidade, adequação e congruência das emoções, reatividade, expressividade, vitalidade, defesas, impulsividade, ansiedade, agressividade, depressão, motivação, imagens, fantasias, símbolos, entre outras.
  • COMUNICAÇÃO: capacidade expressiva e receptiva da fala, linguagem, e outras modalidades não-verbais, inclusive dança, dramatização, poesia e artes plásticas.
  • INTERPESSOAL: consciência, sensibilidade, intimidade e tolerância com os outros, capacidade de interagir, papéis comportamentais, padrões e estilos de relacionamento, entre outras.
  • CRIATIVIDADE: fluidez, originalidade, inventividade e talento.

Existem os seguintes tipos de processos no trabalho com música (Bruscia, 2000): desenvolvimentista, educacional, interpessoal, artístico, criativo e científico. As intervenções podem envolver os estágios de maturação ou desenvolvimento, a aprendizagem gradual, o desenvolvimento dos relacionamentos pessoais, a execução, composição e improvisação musicais, a exploração, experimentação e seleção de alternativas, assim como a avaliação contínua dos efeitos da terapia no processo do cliente através de meios objetivos. O mesmo estabelece quatro principais métodos na musicoterapia: a improvisação, a re-criação, a composição e a audição.

E por entender sua descrição de métodos como quatro caminhos que atendem os processos de desenvolvimento humano em geral. Apresento:

Audição                

Desenvolve:

  • Habilidades da atenção e receptividade;
  • Facilitação de respostas específicas (analítica, projetiva, física e ou emocionalmente)

Forma de Experimentação: Audição, interpretação com o corpo/materializalção, relaxamento, ativação da frequência corpórea.

Promove: Relaxamento, estimula os sentidos, melhora a escuta perceptiva, a integração auditiva com as outras modalidades sensoriais, evoca respostas comportamentais específicas, organiza ritmicamente comportamentos motores, serve de estratégia de mediação no aprendizado ou na memorização de informações, auxilia na compreensão ou apreciação musical, e na associação livre por meios verbais e não-verbais

Re-Criação        

Ações: Execução, reprodução, transformação e interpretação da música ou do modelo musical.

Forma de Experimentação: Instrumentos, vozes, produções de atividades e jogos musicais.

Objetivos:

  • Desenvolver habilidades sensório-motoras;
  • Promover comportamento ritmado e a adaptação;
  • Melhorar a atenção e orientação;
  • Desenvolver memória;
  • Desenvolver a identificação e a empatia com os outros;
  • Desenvolver habilidades de interpretação e comunicação de ideias e sentimentos;
  • Aprender a desempenhar papéis específicos nas várias situações interpessoais;
  • Melhorar as habilidades interativas e de grupo.

Composição           

Ações: Escrever canções, letras ou parte instrumental ou outro produto musical.

Forma de Experimentação: Observação, escolha, experimentação e organização de melodias, ritmos, sensações, movimentos, expressões corpóreas materializando música…

Objetivos:

  • Desenvolver habilidades de planejamento e organização
  • Desenvolver habilidades para solucionar problemas de forma criativa
  • Promover a responsabilidade/comprometimento quanto ao resultado
  • Desenvolver a habilidade de documentar e comunicar experiências internas
  • Promover a exploração de temas terapêuticos através das letras das canções
  • Desenvolver a habilidade de integrar e sintetizar partes em um todo

Improvisação        

Ações: Tocar, cantar de improviso, individualmente ou em grupo, através de recursos como a voz, sons corporais, instrumentos musicais variados, etc.

Forma de Experimentação: Experimentar sonoridades, formas, jeitos ou organizações diferentes ou em algum momento musical que ainda não exista nada, expressão corpórea com o que estiver disponível…

Objetivos:

  • Estabelecer um canal de comunicação não-verbal e uma ponte para a comunicação verbal
  • Dar sentido à autoexpressão e à formação de identidade
  • Explorar os vários aspectos do eu na relação com os outros
  • Desenvolver habilidades grupais
  • Desenvolver a criatividade, a liberdade de expressão, a espontaneidade e a capacidade lúdica
  • Estimular e desenvolver os sentidos
  • Desenvolver habilidades perceptivas e cognitivas

 

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